quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Descubra seu pâncreas e cuide dele


Acostumadas a considerar coração, pulmão, fígado e rins como órgãos vitais, as pessoas até se esquecem de que têm pâncreas. Mas ele existe, fica atrás do estômago e é de extrema importância para o bom funcionamento de todo o organismo.

O pâncreas produz a insulina, responsável pela redução dos níveis de açúcar no sangue, e as enzimas, que fazem a digestão. Se não funciona bem, de cara, pode causar diabete. É por isso que a saúde desse órgão mereceu, na semana passada, um dia de reflexão, debates e ações de esclarecimento à população na Santa Casa de São Paulo, num evento com especialistas do Brasil e do exterior.

“A pancreatite ou inflamação do pâncreas, se não cuidada a tempo, causa dores insuportáveis e se dissemina para outros órgãos, como pulmão, fígado e rins”, diz Tércio de Campos, cirurgião geral de aparelho digestivo da Santa Casa. “Por isso, é fundamental que, aos primeiros sinais, a pessoa procure um atendimento médico e não se automedique para não mascarar os sintomas."

Sinais Segundo Tércio, o sintoma mais comum da pancreatite é a dor forte na região abdominal, que se espalha pelas costas, acompanhada de vômitos e enjoos. “Acontece que muita gente sente isso e acha que vai passar, que está tendo uma má digestão. Daí, fica um ou dois dias tomando remédios por conta própria e, quando vai para o médico, a situação já se agravou.”

Dois fatores, diz Tércio, são os maiores causadores da pancreatite: o consumo excessivo de bebida alcoólica e pedras na vesícula. “Pessoas com pancreatite devem parar de beber imediatamente, para não correrem o risco de apresentar novos quadros da doença. Já para os que têm cálculos na vesícula, o indicado é procurar um médico, que, provavelmente, indicará uma cirurgia para eliminá-las.”

O cirurgião revela que, na Santa Casa, dois casos de pancreatite são diagnosticados por semana – o pronto-socorro da instituição atende 2,8 mil pessoas por semana, pelo SUS (Sistema Único de Saúde) com todos os tipos de doenças. A pancreatite mais grave leva dois pacientes por mês para o centro cirúrgico e a UTI. “Quando grave, o quadro é de falta de ar (a inflamação atinge a capacidade pulmonar), icterícia e dificuldade de coagulação e cicatrização (o fígado fica comprometido), dores e desidratação (o rim pode parar de filtrar), além dos vômitos.”


A boa notícia é que o diagnóstico é simples, feito com exame de sangue. O tratamento, na fase inicial, é feito com dieta alimentar, analgésico e, se for o caso, antibióticos.





Fonte: www.redebomdia.com.br
Imagem: https://www.saolucascopacabana.com.br/blog/conheca-as-doencas-do-pancreas/

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